domingo, 22 de fevereiro de 2009

BREVE HISTORICO - GALAXIE

Em 29 de abril de 1965 o gerente geral da Ford Brasileira, o Sr. John G. Goulden anunciava em um futuro próximo, o lançamento de um moderno e confortável carro de luxo, era ele: o Ford Galaxie. Mas foi só após dois anos de pesquisa e testes que finalmente, em 2 de abril de 1967, o primeiro Galaxie saiu da linha de montagem e foi apresentado ao público como o primeiro carro verdadeiramente moderno, produzido no Brasil.


Esse carro era uma cópia fiel do Galaxie 500 lançado um ano antes nos Estados Unidos. A única diferença era que o Galaxie brasileiro não utilizava os potentes motores ¨Big-Block´s¨ (que pena!) usados no modelo americano. Utilizou-se então um motor já conhecido no Brasil, usado nos caminhões Ford a gasolina, o modelo 272 de 8 cilindros em V, 164CV, 4500 cm ³, com câmbio mecânico de 3 marchas na coluna.


No ano de seu lançamento, o Galaxie apresentava-se em sete cores externas e quatro cores para o interior (vermelho, bege, azul e preto). Oferecia-se também como item opcional o teto branco glacial em seis das sete cores disponíveis.

Após um ano de fabricação o Galaxie sofreu algumas pequenas modificaçoes: painel estofado, tapetes do porta-malas em buchê e retrovisor externo. Foi também nesta mesma época que o carro alcançou o índice de 13.700 unidades produzidas.

Em 1969, o Galaxie já com um público bastante fiel e seleto, teve sua primeira grande alteração: as grades e os frisos foram reestilizados e novas cores surgiram: azul metálico-náutico, prata-metálico, bege-metálico-monza, verde-metálico-caribe, amarelo e vermelho-meteoro. Também neste ano, a Ford lançou o Galaxie LTD, uma versão mais luxuosa do Galaxie 500, que vinha equipado com um motor um pouco mais potente: um V8 292 de 4800cm³ e 190CV. Também possuía teto de vinil, ar-condicionado e câmbio hidramático opcional, descansa-braço traseiro e espelho no pára-sol direito.


Um ano depois, toda a linha Galaxie passou a vir, como item de série, o motor 292. Lançou-se também no mesmo ano o Galaxie Standard. Era uma versão mais simples e barata que o Galaxie 500. Esta versão vinha sem relógio, sem rádio e sem direção hidráulica. Também não possuía a maioria dos frisos, as calotas eram pequenas e os pneus não possuiam as elegantes faixas-branca. Todos os modelos disponíveis vinham com uma nova grade frontal e novos emblemas na traseira.

Já em 1971, o LTD deixa de ser produzido, sendo lançado o LTD Landau, uma versão mais luxuosa que o LTD. As lanternas traseiras vinham agora com três gomos na vertical, luz de ré no pára-choque, banco de couro opcional, sistema de freios equipado com hidrovácuo, novo desenho do forro das portas e estofamento. O LTD Landau também vinha com um vidro traseiro menor que o do LTD, para privacidade dos passageiros, vinha tambem com um emblema em forma de "S" nas colunas traseiras e mira no capô. As calotas importadas eram as mesmas que equipavam os modelos LTD 1968 americanos. O Galaxie 500 neste ano, ganha uma nova grade dianteira, com setas embutidas.

Em 1972, mais uma grande modificaçao: toda a linha ganha freios a discos na frente, ar quente opcional e o vinil na cor areia para o LTD Landau. Foi nesse ano também que o Galaxie Standard deixou de ser produzido. Um ano depois, o capô do Galaxie 500 e LTD Landau ganham um novo visual, novas grades, novas lanternas traseiras e dianteiras (as quais não vinham mais embutidas na grade) e também novas calotas e frisos. Vieram também nesse ano novas cores metálicas. O Galaxie 500 passa a vir com estofamento em Jérsei preto.

Em 1973 e 1974, a linha praticamente não sofreu nenhuma mudança, recebendo então somente novas cores. No ano seguinte, os modelos passam a ser equipados com pisca-alerta, o espelho retrovisor interno e o aro da buzina que nos modelos anteriores eram cromados, passam a ser na cor preta.


Para 1976, a linha sofre uma grande reestilização, sendo que o LTD Landau deixa de ser produzido e inicia-se a fabricação de dois novos modelos: o LTD e o Landau, continuando ainda com o Galaxie 500. Os modelos dessa nova linha, agora ganham um novo motor: o 302 de 5.000cm³ e 198cv. Na parte externa, os carros também ganham um novo capô e novos pára-lamas. As lanternas dianteiras passam a ser na vertical, localizadas na ponta dos pára-lamas, as lanternas traseiras passam a ser 6 pequenos retângulos (três de cada lado), dispostos na horizontal, bem como os quatro faróis, na dianteira, dispostos também horizontalmente. O Landau nesse ano é oferecido somente na cor prata-continental, com vinil na mesma cor e estofamento em casimira com detalhes em cinza. Este modelo é conhecido até hoje como ¨Landau Série-prata¨. No ano seguinte, o modelo permanece com as mesmas características, ganhando somente novas cores para os modelos LTD e Galaxie 500.

Em 1978, a novidade eram os pneus radiais, pára-brisa degradê e vidros verdes. O volante de direção passa a ter um novo formato, com quatro raios, bancos de veludo cinza-claro ou cinza-escuro. O Landau vinha como cor predomenante o cinza executivo e vinil preto. Passa a ser equipado com uma nova relação de diferencial para os carros com câmbio automático: 3,07:1 (que antes era 3,43:1, mais curta). Os cintos de segurança são retráteis de 2 pontos na frente, novidade na época.

Em 1979, foi lançado um modelo comemorativo dos 60 anos da Ford no Brasil, que vinha pintado na a cor vermelho-escala-metálico, além dos novos opcionais. Todos os modelos da linha ganham ignição eletrônica e hélice hidrodinâmica. Vinham com tanque de combustível de 107 litros, novos frisos laterais com apliques em borracha, réguas traseiras de alumínio pretas, bem como o contorno dos fárois, que vinham na mesma cor. Carburador com afogador automático e ar-condicionado embutido no painel. Neste ano encerra-se a fabricação do Galaxie 500. No final desse mesmo ano foi oferecida a versão a álcool.


Em 1980, o Landau passa a ser oferecido na cor azul-clássico metálico, escapamento duplo, novos estofamentos e forro das portas, refletor traseiro lateral com luz, espelho retrovisor e porta malas com controle de acionamento interno. E, a partir desse ano, o câmbio hidramático para o Landau passa a ser item de série, sendo que somente o LTD dispunha de câmbio mecânico com opção do câmbio hidramático.

No ano seguinte, a linha ganha luz de ré ao lado das lanternas vermelhas, que antes encontrava-se no pára-choque. O LTD e o Landau passam a ser equipados com cintos de segurança retráteis de três pontos na frente. No mesmo ano, o Landau veio com a parte interna diferenciada, de cor azul-marinho, e uma grade no vão do pára-choque dianteiro que tinha as mesmas características da grade frontal. Aparece também neste ano, novas cores: azul clássico, branco nevasca e preto bali.

Em 1982, as calotas passam a ser fixadas com parafusos e aparecem mais opções de cores para o Landau como cinza granito, azul jamaica e verde astor, valendo ainda as cores do ano anterior. Neste ano, encerra-se a fabricação do LTD.

Em 1983, o Landau passa a ser fabricado somente nas cores introduzidas em 1982, o azul clássico, o cinza granito e o preto bali e neste mesmo ano, o Landau também deixa de ser fabricado. Haviam sido produzidas somente 125 unidades neste ano.


A família Galaxie em seus 16 anos de fabricação, teve 77.647 carros produzidos, sendo que 2.492 eram movidos a álcool.

Alguns modelos especiais foram desenvolvidos pela Ford durante esses anos, sendo que um deles fabricado para trasportar o Papa Joao Paulo II, quando veio ao Brasil, um modelo presidencial, usado ate o governo de Fernando Collor de Melo e mais 3 modelos usados como ambulancias.

Mesmo depois de alguns anos que havia sido encerrada a fabricação do Landau, a Ford recebia ainda vários pedidos de clientes que queriam comprar, sob encomenda o Landau, porém os pedidos foram todos rejeitados pela pela montadora.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

o porque deste blog

Este blog foi criado para que os proprietarios ou nao de galaxies, landaus e LTD's, possam compartilhar informacoes postadas aqui. Possuo algum material de leitura, focalizados na linha Galaxie e outras marcas, com quais procurarei a melhor forma de disponiiliza-los a todos que possam despertar algum interesse.